terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Raio de vício,
isto dos blogs, pá!
 
posted by Papoila at 16:46 | Permalink | 4 comments
É engraçado
como nos modificamos ao longo dos anos. No meu caso, como eu me tornei tão parecida com o meu Pai. Nos pontos de vista, nas reacções... Nós, que antes tínhamos tantas divergências (que ainda as temos), que nunca fomos muito próximos (que ainda não o somos), que éramos tão diferentes, ao fim e ao cabo... E ainda somos, em muita coisa. Mas agora, que estamos distantes, sinto que o compreendo como nunca. Sinto que agora é que o estou a conhecer e a compreender... Fruto da distância, sim, mas também do crescimento. Meu, que ainda tenho 28 anos, e dele, que quando estamos longe de quem verdadeiramente gostamos também crescemos. Nos sentimentos, na relativização do que é ou não importante, na percepção daquilo que realmente conta e de quem realmente gosta de nós.
Porque será que o ser humano é assim? Porque será que só damos importância às coisas e às pessoas quando estão longe? Quando não as temos? Esta nossa tendência para subvalorizar quem sabemos que gosta de nós é terrível. Porque temos essas pessoas como certas na nossa vida, tendemos a acreditar que vão estar lá sempre para nós e de repente chega um dia e... Até nisso sou parecida com o meu Pai, na dificuldade em expressar os meus sentimentos. Não em relação ao meu amor, que é para mim a coisa mais fácil do mundo dizer "adoro-te", mas em relação à minha família, ao meu Pai e à minha Mãe. Acho que nunca lhes disse "gosto muito de si" e tenho pena. Mas tenho ainda mais pena de não ter sido educada nesse sentido, de não sentir por parte deles essa "abertura" para lhes demonstrar os meus sentimentos e o quanto eu gosto e preciso deles, mesmo que fisicamente longe...

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Quando
é que o voto deixou de ser secreto?
 
posted by Papoila at 15:36 | Permalink | 8 comments
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Da minha infância ou Isto Agora Não Interessa Nada Para Quem Não É Da Minha Família ou ainda Não Me Quero Esquecer Disto Nunca
Recordo à cabeça, vá-se lá saber porquê, aquela vez em que o meu irmão (com mais 9 anos que eu) me deu uma malagueta para provar... "É um fruto", dizia ele. E eu, na ingenuidade dos meus quê, 5 anos? acreditei... Pudera, no meio dos pessegueiros, pereira, anoneira (é assim???) videiras, maracurajeiros e outros que não me lembro, só podia ser um fruto... Ainda por cima tão vermelhinho, mais parecia um morango! :) Depois? Depois só me lembro de chorar, chorar, chorar e esfregar os olhos. Esfregar os olhos! Com as mesmas mãos que minutos antes levavam uma malagueta à boca para provar. Ao colo da minha Mãe, que me tentava consolar, toda eu ardia, toda a minha cara ardia! Meu Deus... Hoje rio-me, rimo-nos, claro! Passados 23 anos ainda me lembro, e bem...
Recordo, muuuuito vagamente, de estar no quarto dos meus pais a dizer a alguém (provavelmente um dos meus irmãos), ou a fazer com os dedos, mais precisamente, a minha idade: três aninhos. Acho que é a minha recordação mais antiga.
Recordo o nosso pastor alemão, nunca conheci animal mais pachorrento e com paciência para aturtar tanta criança junta. Coitado! Para mim, era um cavalo, claro! Enooooooorme!
Recordo as férias em Monte Gordo, o mês inteiro no parque de campismo, a liberdade que era... Todos os anos eu ansiava por aquela altura em que eu podia andar o dia todo em fato-de-banho. A liberdade, sem dúvida... Aquela praia imensa, onde passávamos o dia todo, aquele mar calmo e cálido, as brincadeiras com aquela que, mais tarde e até hoje, viria a ser a minha melhor amiga. Aquela que morava e mora a 5 minutos de mim, mas que eu fui conhecer a 300 km de casa. A apanha da conquilha, que era feita na altura da maré baixa e lá ao fundo, depois do pontão, para o lado de Vila Real. E as pequeninas voltavam para o mar, para crescerem e estarem cá para o ano :). Giro giro era apanhar berbigões e canivetes na ilha de Faro, com os pés cheios de lodo e o saquinho do sal grosso sempre atrás... Os passeios de barco, onde íamos até lá muito ao fundo e a praia já só era um fiozinho de areia. Isto mais tarde, porque antes tinha medo... Não havia quem me enfiasse dentro do barco! E as idas a Ayamonte, não havia ainda a ponte, era de barco, claro. Filas intermináveis, até ao outro extremo da vila, horas e horas à espera... Depois, na viagem, era a contagem das alforrecas. E chegados lá eram as compras nos Arcos, os piqueniques no parque dos macacos, que era mais uma espécie de Jardim Zoológico, pois se até leões tinha! E aquela vez em que um dos macacos puxou os cabelos à Paula? Ou quando aquele outro roubou o jornal ao Rui, qual é que era? Xiii, o Auto Sport, ainda existe?
Eram também os camarões naquele restaurante (merda, não me lembro do nome) que tinha a esplanada cá fora, donde o Pai trouxe aquela caneca (aquilo era mais um jarro, leva o quê, 3 litros?) de cerveja emprestada. Emprestada até hoje!
Ah!, mas havia também aquela época em que tínhamos a tenda no parque de campismo de Setúbal e íamos lá passar todos os fins-de-semana! E havia o Zé Pescador, altíssimo, pele queimada do sol, mãos de pescador, corcunda... O medo que eu tinha dele, comprovado pelas fotografias que tenho no barco dele, a chorar... :)
Depois, há a entrada para a escola primária...

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posted by Papoila at 16:56 | Permalink | 0 comments
Porquê que eu só reparo nestas coisas depois?
O meu anterior post foi o centésimo. Não fosse eu tão distraída e tinha tirado um dia de férias para comemorar...
 
posted by Papoila at 16:54 | Permalink | 0 comments
Obviamente, não
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da vida de outrém, se realizada, por opção do "interruptor", durante qualquer período da vida da vítima, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
 
posted by Papoila at 14:33 | Permalink | 3 comments
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
A Revolta dos Porcos
Para mim é, desde ontem, ponto assente: andamos há décadas (para não dizer séculos) a menosprezar os porcos. Mais precisamente, a sua inteligência e poder de adaptação...
Um dia o mundo vai ser deles. Pena que este blog já não exista nessa altura...
 
posted by Papoila at 17:13 | Permalink | 0 comments
Portugal é um país de poetas
Será por isso que todos temos (ou pelo menos pensamos em ter) um blog?
 
posted by Papoila at 17:12 | Permalink | 2 comments
Qualquer dia até o caniche...
Rafeiro Alentejano e Serra da Estrela são perigosos

As raças portuguesas foram incluídas na lista de cães perigosos em Itália

O Rafeiro Alentejano e o Serra da Estrela estão na lista de cães considerados perigosos em Itália e vão ser proibidos no país. Os criadores portugueses não percebem os critérios para a elaboração desta lista.

(SIC)

Serra da Estrela e Rafeiro Alentejano são há muito aliados dos pastores na protecção dos rebanhos. Quem os conhece bem garante que são bons cães de guarda, mas estão longe de ser perigosos

O tamanho que chegam a atingir na idade adulta pode impressionar, no entanto, um olhar mais atento mostra como a brincadeira é uma das actividades favoritas destes cães.

Também a Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo estranha que o governo italiano tenha incluindo estas raças na lista de cães perigosos.

Não há registo de incidentes com Rafeiro Alentejano. No caso do Serra da Estrela há episódios esporádicos de comportamentos mais violentos e imprevistos que, no entender dos criadores, acontecem mais por culpa dos donos do que por serem característicos da raça.
 
posted by Papoila at 15:03 | Permalink | 1 comments
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Bolas,
ainda há pessoas, em pleno (já se pode dizer que, em 2006, estamos em pleno século XXI?) século XXI, que vão à casa-de-banho e não lavam as mãos à saída...
E não estou propriamente num centro comercial, mas sim num local onde as pessoas (supostamente) têm algum nível cultural...
 
posted by Papoila at 15:45 | Permalink | 0 comments
Sabe tão bem
quando vamos pela primeira vez a casa de amigos do namorado, conhecemos a mulher do amigo, o filhote de 15 meses e este, a primeira coisa que faz quando me vê (a 1ª vez!) é abrir os braços a pedir colo!
 
posted by Papoila at 09:25 | Permalink | 1 comments
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
De jogos de computador
Alguém me diz como fazer entrar na cabeça do meu amor que eu não gosto que mandem palpites quando estou a jogar computador? Eu já tentei de tudo: já lhe disse directamente (a mais óbvia...), já lhe mandei o olhar 47, já amuei, já ignorei, já MANDEI A MERDA DO COMANDO DA X-BOX CONTRA A PAREDE mas nada... Ele insiste em querer participar activamente dos MEUS jogos!
É só do meu, ou os homens são todos assim???
 
posted by Papoila at 16:26 | Permalink | 4 comments
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Para reflectir, ontem, hoje e sempre
How many roads must a man walk down,
Before you call him a man?
How many seas must a white dove sail,
Before she sleeps in the sand?
Yes and how many times must cannonballs fly,
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Yes and how many years can a mountain exist,
Before it's washed to the seas
Yes and how many years can some people exist,
Before they're allowed to be free?
Yes and how many times can a man turn his head,
Pretend that he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes and how many times must a man look up,
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have,
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind
 
posted by Papoila at 16:10 | Permalink | 0 comments
Ainda a mesma temática
(é que estes gajos metem-me mesmo nojo, pá!)

Se eu mandar, com todas as letras, um trolha pó caralho, o que é que acontece?

a) o gajo gosta, porque lhe estou a dar troco
b) o gajo fica fodido e responde-me à letra
c) o gajo fica fodido mas não diz nada

É que dá mesmo vontade de o mandar ir apanhar no cu, caraças...
 
posted by Papoila at 14:32 | Permalink | 7 comments
Verdade, verdadinha
que se eu por um acaso do destino tivesse nascido homem, e se por outro acaso do destino tivesse dado em travesti, a sério que fazia isto: vestia-me com as minhas melhores roupas de gaja (ok, na óptica de um travesti este "melhores" é discutível, mas para este caso não interessa nada e já vão perceber porquê), passava uma manhã inteira no cabeleireiro e uma tarde na manicure e no dia seguinte passava em frente a uma qualquer obra, bamboleando lascivamente as ancas, fazia sinal de "anda cá jeitoso" ao primeiro trolha que me mandasse uma boca e... ai tadinho, nunca mais ia ter o mesmo andar....
É que com estes gajos só assim! Filhos duma granda puta parece que nunca viram uma gaja à frente, só me dá vontade é de lhes partir a boca! Foda-se!
 
posted by Papoila at 09:40 | Permalink | 1 comments
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Ainda o referendo
Porque será que é da boca dos defensores da liberalização do aborto que eu mais oiço o nome de Deus? São os mais fervorosos defensores do Sim que, recorrentemente, falam de Deus, quanto mais não seja para dizer "ah, os do Não, esses malvados hipócritas, são todos uma cambada de meninos da igreja que só dizem Não porque é pecado!"
 
posted by Papoila at 15:44 | Permalink | 4 comments
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
E Agora, Para Algo Completamente Fútil!
Eu, que não sou propriamente uma gaja muito gaja, cheia de não-me-toques, que até tenho mais amigos homens que mulheres, que ando de mota sem ter medo de "ai fiquei toda despenteada!" e que não me importo que o gajo me veja a celulite "ai querido, apaga a luz!", tenho no entanto alguns hábitos femininos (é o que me vale...). Ok, são básicos de qualquer gaja, seja ela gaja-GAJA ou gaja-é uma de nós (é o que pensam alguns dos meus amigos, ainda não sei bem se fico contente ou não. Cada vez que algum deles me diz isso faço aquele sorriso que não compromete), tais como depilações, maquilhagem, cabeleireiro, arranjo de unhas e cremes para cara/redor dos olhos/pescoço/corpo/pés. Mas há uma coisa que me chateia: há certos produtos (estou-me a lembrar daqueles geles (???) para as cutículas) que quando usamos a coisa (as unhas, no caso) até fica melhor. E então usamos com a regularidade necessária à manutenção. No meu caso, da última vez que comprei um desses geles (mais uma vez, ???) usei diariamente durante... sei lá, uma semana! Ena pá, as minhas unhas andavam LINDAS!!!! Mas, desleixada como sou, houve um dia que não usei... depois outro... outro... e outro... Enfim, já deu para perceber. E o resultado agora é que me chateia! É que as minhas unhas agora, à laia de falta de manutenção, estão ainda mais feias do que quando comecei a usar a porcaria do gel! Resumindo e concluindo: estas merdas são mesmo feitas de propósito para viciar, para não parar de usar. NUNCA! Claro que qualquer dos meus amigos homens me vai dizer OBVIAMENTE. E eu até concordo. Mas quando me espetam estas coisas no Shopping, numa tarde de 5ª feira antes do Natal, aquela merda até cheira bem e vem com mais uma lima e outra lima especial e um creme que cheira TÃAAAAAAAAAAAAAAAAO bem e.... Uma gaja não resiste. Mesmo custando €30,00 e eu não sendo tão gaja-gaja assim...
 
posted by Papoila at 17:06 | Permalink | 5 comments
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Ontem
aconteceu-me uma coisa engraçadíssima: vi um dos bloggers que normalmente leio, com a filha! :) Estava eu a entrar para o carro e vi uma cara familiar. E pensei "de onde é que eu conheço este gajo?" e depois, mais atrás, estava a filha e de repente fez-se-me luz no espírito "Olha, é o do aosifedhasfde.daiuhda.com mais a filha! Que giro!"
Muito engraçado, mesmo, aquilo de ver uma pessoa que se conhece mas com quem nunca se falou. Parecia, sei lá, uma figura pública!
E por momentos passou-me pela cabeça "digo alguma coisa? claro que não, não sejas ridícula...".
Vocês diriam?
 
posted by Papoila at 11:53 | Permalink | 5 comments
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Parece que afinal
este meu post não tem razão de ser. Em conversa com um amigo, que também costuma ver o programa (muito mais do que eu, até), diz-me ele que "não, aquilo foi tudo combinado, claro que sim!". Eu realmente achava o sketch demasiado real, mas... Os tipos são malucos, mesmo!
 
posted by Papoila at 11:34 | Permalink | 0 comments
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Vai tudo abaixo!
Gosto. Apesar do gajo às vezes exagerar um bocado gosto de ver. Rio-me e tal. Mas à dias houve um sketch que me deixou chocada. Verdadeiramente chocada. Com o mau gosto e o exagero. Como dizia o outro, não havia (mesmo) necessidade. Estive a ver se o encontrava no Youtube mas estou no trabalho e não dá muito jeito andar a ver vídeos por isso mais tarde tento encontrar e pôr aqui. Basicamente a situação era a seguinte: um dos personagens é o Ruce, carocho. Aspecto andrajoso, mal vestido, aparelho (?) nos dentes, cabelo seboso, cliché. Anda também com uma seringa atrás da orelha, tipo cigarro. Neste sketch de que falo, o Ruce aproxima-se de um casal de turistas sentado num banco de jardim. Mete conversa, "donde são?", "ah é espanhola? muy bien" "e você é argentino? ehhhh, Maradona!!!!" Conversa de chacha, o casal até acha piada, ri-se e tal, aquele estilo amigável que todos os estrangeiros têm (tal como nós lá fora!). Às tantas, o gajo (o Ruce!) começa a pedir dinheiro, com sinais de meter para a veia, e o casal não e não. O que é que ele decide fazer? Ameaçar a sra. com a seringa. A-M-E-A-Ç-A-R! Durante uns bons 7/8 minutos! Aquilo para os estrangeiros era a sério! Foi terrível o ar de medo dos dois. Verdadeiramente chocante. A mulher gritava horrorizada enquanto o gajo fingia (acho eu, já nem digo nada!) que a ameaçava com a seringa. O marido ameaçava bater no gajo, às tantas a mulher conseguiu soltar-se e fugiu! Um horror!
Achei inadmissível, pensei "olha se fosse comigo??? se eu estivesse num país qualquer e esta situação se passasse comigo? Mesmo que depois daquela cena toda o actor (que é um actor, foi um actor deste país que protagonizou aquela cena triste!) viesse ter comigo e me explicasse a situação (que não sei se foi o que fez ou não, pelo menos não mostraram essa parte), o pânico que se teria apoderado de mim já ninguém o tirava. Nem as férias estragadas...
Lamentável, a meu ver.
 
posted by Papoila at 14:21 | Permalink | 7 comments
Por esta é que eu não estava à espera...
You Are Very Mature

Even though you may not always feel like it, you're a full fledged adult.
And while everyone should be as mature as you, most people aren't!
Are You Immature?
 
posted by Papoila at 10:34 | Permalink | 2 comments
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Qual é a lógica
de se ser simultaneamente contra a pena de morte e a favor da legalização do aborto?
 
posted by Papoila at 17:59 | Permalink | 13 comments