sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Tenho a sensação
que estou meio anestesiada. Choro, é um facto. Mas não sinto aquele aperto no peito, aquele desespero que senti outras vezes pelo medo de te perder. Não sempre, pelo menos. Acho que é isso. Já não sinto esse medo. Já te perdi. Como namorado, pelo menos. Acredito é que vamos voltar a ser os melhores amigos que já fomos e entretanto, aos poucos, fomos deixando de ser. Acredito mesmo, apesar de antes achar que não era possível ser-se amigo de alguém com quem já se fez amor. De alguém que já se amou profundamente. Como eu te amo ainda mas vou deixar de amar, pelo menos desta forma.

Vais fazer sempre parte da minha vida, claro. Por tudo o que representas para mim. Por tudo o que passámos juntos. Por tudo o que vivemos. Mesmo que os nossos caminhos deixem de se cruzar, vou-te lembrar sempre, vais estar sempre no meu coração.

Mas neste momento assusta-me não saber como vou acordar amanhã, o que é que vou sentir amanhã. Tenho medo que esse desespero que às vezes sinto aflorar se apodere de vez de mim.

Os piores momentos são agora ou ainda estão para vir?

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posted by Papoila at 14:25 | Permalink | 11 comments
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Fim
O dia que tanto temi chegou finalmente. Depois de tantas lágrimas de medo, de sofrimento por antecipação. Estou estranhamente mais calma do que pensei que fosse ficar. Talvez não tenha caído em mim, ainda, não sei. Talvez tenha ainda esperança que o rumo das coisas mude. Talvez tenha esperança que mudes de ideias. Não sei, acho que está ainda tudo muito quente para pensar racionalmente. Já chorei mas acho que o pico da dor ainda está para vir. Que venha rápido, ao menos, para também rápido começar a curva descendente do sofrimento.

Caraças pá. Seis anos e meio. Quase sete. Sete. 7.

Queria mesmo que fosse para o resto da vida, sabes? Não foi para isto que eu lutei tanto, que eu despendi tantas energias. Não foi. Sensação de perda. De fracasso. A dor, a dor, a dor... Gosto tanto de ti, porquê? E tu também choras e eu não gosto de te ver assim! Também tentaste, eu sei. E agradeço-te do fundo do coração a coragem e hombridade que tiveste hoje.

E agora? O que é que eu faço com este amor que sinto por ti? Como é que o diluo no tempo, se não é isso que eu quero? Se o que eu quero é amar-te para sempre?

Para sempre.

Amo-te.

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posted by Papoila at 22:34 | Permalink | 12 comments
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Maneiras que
tenho (eu) os nossos 2 bilhetes para o SBSR;
temos programado um fim-de-semana em Junho no Algarve;
temos férias ao mesmo tempo;
temos programadas várias visitas a bancos durante as nossas férias;
temos programada uma semana em Faro por alturas da concentração.

O que se por um lado me reconforta, por outro me deixa com uma sensação estranha...

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posted by Papoila at 11:44 | Permalink | 4 comments
E depois
sinto estas borboletas cá dentro que me dizem que tudo vai ficar bem e por breves momentos, por breves fracções de minutos sinto que efectivamente sim, tudo vai ficar bem.

Mas só fica bem se for contigo...

E depois essas borboletas vão-se embora e eu fico sozinha com a minha angústia.

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posted by Papoila at 11:20 | Permalink | 3 comments
Eu queria...
... que tu me amasses da mesma forma que eu te amo
... que tu fizesses um esforço para me compreenderes mesmo quando não te digo tudo (será que o problema é só meu?)
... que me deixasses desabafar sem seres brusco como és às vezes
... que pensasses um pouquinho nas tuas atitudes (eu sei que estou longe de ser perfeita e de ser a companheira ideal, mas podias ajudar-me a mudar)
... que tu me ajudasses a manter a nossa relação....

É pedir muito?

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posted by Papoila at 11:06 | Permalink | 2 comments
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Lembras-te
na 6ª feira à noite, estava a dar aquela série que não sei o nome, um episódio sobre o dia dos namorados em que eles decidiram escrever numa espécie de postal improvisado o que sentiam um pelo outro? E eu sugeri que fizessemos o mesmo e tu perguntaste "queres?" e eu sem saber bem porquê "não, deixa estar" quando na verdade queria?

Por muito que insistas comigo ainda não consigo dizer sempre aquilo que me vai na alma. Embora tu saibas que vai qualquer coisa e sou eu que não digo. Já me conheces tão bem! Mas sabes que a nossa relação sempre foi tudo menos convencional. Nunca foi um namoro tal como nós os conhecemos e por isso sempre me habituei a olhar-te como um amigo especial. Sei lá, é como se os ingredientes (para o namoro) estivessem lá todos mas ainda não tivesse ido ao forno. Não sei. Mas (de repente) gradualmente as coisas foram mudando em ti mais do que em mim. O simples facto de me teres perguntado naquela 6ª feira "queres?" é significativo. E o problema é que eu acho que não estou preparada para saber de algo que se calhar ainda não é aquilo que eu julgo ser.

Confuso? Também acho... Mas eu sou confusa, sabes disso, e a nossa relação também. Embora cada vez menos, acho eu!

Vês? Acho eu! Acho! E se não for? E se a nossa relação, para ti, for exactamente igual ao que era à 6 anos atrás?

A questão é que eu tenho um medo enorme de te perder, e isto nunca te tinha dito embora ache que o percebas, claro que percebes... Já te disse n vezes que te adoro, já te disse n-l vezes que te amo mas ainda não te disse que tenho medo de te perder, assim, com todas as letras.

E depois também acho que tive medo que te "assustasses" com o que eu pudesse escrever. Com a intensidade do amor que eu sinto por ti, que não sei se tens a noção. E também não consigo pôr esse sentimento todo em palavras e nunca iria conseguir passar para o papel o que verdadeiramente sinto por ti...

Queria apenas dizer-te que te amo muito, mesmo quando às vezes estou mal disposta e (também eu) respondo torto...

Queria apenas dizer-te que quero adormecer e acordar ao teu lado o resto da minha vida...

Queria apenas dizer-te que para ser feliz para sempre bastas-me tu...

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posted by Papoila at 11:52 | Permalink | 3 comments